quinta-feira, 4 de junho de 2015

Que bizarra aquela moça




    Aquela moça lá é muito estranha. 
    Esquisita. Só fala, não grita. Não corre, anda, Não leva, traz. Não tenta, faz. Não dá, entrega. A se enganar, se nega. Se não quer, é cega, 
    Aquela moça é diferente, tão avoada, ela, nem parece gente. 
    Mas quem olha dentro dela se assusta com o quanto que ela é assim, somente. Mas que não mede, gente. 
    Ela sente, sente, sente
   Que bizarra, aquela moça. Carrega um ar cansado, mas alegre. Estranhamente sã ela caminha pela rua. Parece do mundo, não é dela, nem minha, nem sua. Tem uma cara de quem tem um corpo, mas é um coração. Que estranha aquela moça lá.
    Toda contradição. 


- Clarice Freire 

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